quarta-feira, 9 de julho de 2014

Cansada de estar cansada


Estou cansada de estar cansada
Todos os dias a mesma rotina
Todos os dias o mesmo tédio.
Lá fora o sol brilha
Cá dentro a minha alma inquieta
Pergunta-se o porquê deste cansaço sem
Ser cansaço…
O porquê deste modo, de falta de motivação,
Ou será apenas aquela misteriosa inquietação?

Estou fatigada sem o estar!
Estou sim! Não sei do quê!
Como explicar? Pergunto ao céu, a Deus, aos Santos…
Que Cansaço, que fadiga, que desmotivação é esta?
O porquê da sua existência?
O que faz de mim uma alma sem energia?
O que faz de mim “não ser triste a valer
Nem alegre deveras” como Fernando Pessoa?
Só porque, só faço é sonhar?

Sinto tanto e tantas coisas ao mesmo tempo!
Quero tudo e mais alguma coisa ao mesmo tempo
E depois o nada! Sim, o nada, só o nada me acompanha neste sentir.
Depois o desejo: Oh! Quem me dera poder voar e o sonho alcançar?
Oh! Quem me dera lá de cima olhar e a realidade com outros olhos ver?
E assim a minha alma se dispersa por rumos nunca antes encontrados
E assim tudo em mim supera o tédio que me envolve naquele momento
E o sol passa a brilhar dentro da minha alma que se alegra no seu sonhar!   

Anabela Silva

24-04-14


REFLEXÃO 

Entre o peso do tédio e o vazio do nada, o poema revela um cansaço que não é do corpo, mas da alma. É no sonho — no desejo de voar, de olhar a vida de outro ângulo — que surge a centelha capaz de quebrar a rotina e reacender o sol interior. Assim, mesmo fatigada, a alma encontra no sonhar a sua forma de respirar e florescer.


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